A explosão de uma plataforma da BP poderá causar uma das piores marés negras dos últimos anos, com mil barris lançados ao mar diariamente. Prejuízos de 1,2 mil milhões de euros para as seguradoras, um desastre ambiental de grandes proporções e meses de operações de resgate e limpeza. Este é o cenário que a empresa petrolífera britânica British Petroleum (BP) e a sua subsidiária Transocean têm pela frente depois da explosão e afundamento da plataforma petrolífera "Deepwater Horizon" no Golfo do México, a cerca de 70 quilómetros da costa norte-americana do Louisiana. Ontem, a mancha de petróleo já tinha aumentado 50% e estendia-se por 1.600 quilómetros quadrados, com cerca de mil barris (o equivalente a 160 mil litros) por dia derramados no mar. Se não for contido rapidamente, a fuga de petróleo no Golfo do México poderá entrar para a lista das piores marés negras do mundo. A BP já avisou que as próximas 36 horas serão decisivas e que as operações poderão demorar dois ou três meses, com cerca de mil pessoas a trabalhar no local e um custo que já ascende a "vários milhões de dólares". O mau tempo que se faz sentir no Golfo do México tem dificultado as operações. Apesar da extensão da mancha de petróleo, os técnicos da BP garantem que 97% é uma fina camada na superfície do mar. No entanto, para evitar que o petróleo chegue à costa dos EUA, onde estão localizadas várias reservas naturais, quatro robôs submarinos da BP tentaram ontem accionar a válvula de emergência para selar o poço petrolífero. A ideia é conter a fuga de petróleo proveniente do tubo de ligação à superfície, que ficou submerso a 1.500 metros de profundidade quando a plataforma afundou, dois dias depois de uma violenta explosão que deixou 11 trabalhadores desaparecidos. A tarefa é complexa e pode não ser bem sucedida, disseram fontes da BP à Reuters. O porta-voz da empresa petrolífera, Ron Rybarczyk, disse que estão a ser derramados cerca de mil barris de petróleo por dia no oceano. "É uma fuga muito grave", disse o responsável da Guarda Costeira norte-americana, Erik Swanson. Por seu lado, o director das operações de explorações e produção da BP, Doug Suttles, disse ontem que tentar conter este derrame de petróleo é "uma tarefa altamente complexa" e "pode não resultar". "Nunca foi feito antes, mas temos os melhores especialistas do mundo a trabalhar para que aconteça", disse o responsável numa conferência de imprensa em Nova Orleães. Se os robôs submarinos falharem, a BP terá de recorrer a técnicas alternativas, mais caras e morosas, para pôr fim à fuga de petróleo. A BP já enviou para o local outras duas plataformas petrolíferas para ajudarem nas operações. Neste momento, mais de 30 navios e vários aviões estão a espalhar agentes químicos para dispersar a mancha de petróleo. A causa da explosão na plataforma "Deepwater Horizon" ainda não foi identificada. As autoridades dos EUA realizaram inspecções de rotina em Fevereiro, Março e Abril de 2010, não tendo encontrado nenhuma violação às normas de segurança. O presidente norte-americano, Barack Obama, já disse que a crise na plataforma operada pela BP é a "prioridade número um" do seu governo, oferecendo "toda assistência necessária" para o resgate dos 11 trabalhadores desaparecidos e limpeza da região.
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
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